segunda-feira, 30 de julho de 2007
Para recordar... INA II FESTA - Madeira 2002
domingo, 29 de julho de 2007
Domingo é dia de descanso...
Hoje ninguém trabalha aqui na redação.
sábado, 28 de julho de 2007
sexta-feira, 27 de julho de 2007
História dos nossos instrumentos
A Pandeireta
Hornbostel e Sachs basearam-se no modo como os instrumentos produzem o som para classificá-los em quatro grupos básicos: idiofones, membranofones, cordofones e aerofones. Os dois primeiros constituem o grupo que comummente chamamos percussão.
A pandeireta define-se como um instrumento unimembranofone de percussão direita. Dado que o aro tem ferrenhas que ao tocar produzem som, a pandeireta poder-se-ia incluir também nos idiofones de agitamento.
O pandeiro é um instrumento bimembranofone de percussão direita.
Uma dos primeiros vestígios para fazer uma breve história destes dois instrumentos atopamo-la nos estudos etimológicos:
Antônio Geraldo da Cunha diz que o termo provém do castelhano panderete e que aparece no sec. XVI na forma pâdereta.
No castelhano documenta-se pela primeira vez em 1330 no Libro del Buen Amor com o sufixo moçárabe –ete:
“Dulce caño entero, sal com el panderete
com sonajas de açofar façem dulçe sonete”
Este dado, além de ser o primeiro testemunho, também é importante pela informação que dá sobre o material com que se elaboravam as ferrenhas (açofar = latão).
Em 1582 segundo documento apresentado por José Figueira Valverde, num festejo do Córpus em Compostela, saía em procissão a “Cofradia de los tecelanes, con su danza de veinte mozas, con sus panderetes y adufes, muy bien compuestas”.
Contudo nos séculos XVI e XVII o nome mais comum do instrumento deveu ser ferrenhas. Baseamos isto em documentos importantes:
Em Notas Viejas Galicianas podemos ler contratos que se fazem a ferrenheiros em Noia a 19 de Junho de 1579 e em Betanços a 19 de Outubro de 1624, 27 de Maio de 1644 e 9 de Junho de 1645.
Nos vilancicos galegos, usa-se frequentemente ferrenhas e não é até quase 1800 que se empregará pandeireta (sufixo –eta).
Ainda em Pintos podemos ler em A Gaita Gallega:
E mulheres que cantando
E castanholas mexendo
Se espotricam com as ferrenhas
Repenicam o pandeiro.
Ferrenhas era uma metonímia de pandeireta, nomeando a parte pelo todo. Embora a definição que de ferrenhas nos proporciona Inzenga não pareça corroborar isto: “usam um género de instrumento acústico. Chamado pelos galegos ferrenhas e em Castela sonajas, muito parecido ao sistro que usavam os sacerdotes de Isis”
O primeiro documento que o dicionário Vox dá de pandeireta (sufixo –eta) é dum romance de Juan Meléndez Valdés (1754-1817)
...y cual em medio de todos
repica la pandereta.
Também nos diz (o dicionário Vox) que a Real Academia Espanhola não incorpora o termo até 1884.
Na Galiza a primeira referência que encontramos é em Castro de Neira (Mondonhedo 1771-1816) quem num vilancico infelizmente sem datar empregara já o termo em –eta.
Depois de fazer-lhe a vénia
A gaita podes sacar
E nosoutros pandeiretas
Para foliada começar.
Curiosamente na altura há a variante:
Depois de ver ao menino
A gaita podes tocar
E nosoutros as ferrenhas
Para logo a festa começar.
Quanto à iconologia, a mais antiga na Galiza haverá que a buscar no cancioneiro de Ajuda.
Neste pequeno estudo histórico não nos é possível aprofundar questões de tipo morfológico, em modos de interpretação, aprendizagem, etc. Só é importante dizer que em toda a iconografia vista, até a mais antiga, nunca a mulher ou o homem toca com punho, mas com a mão aberta.
Coromines data pela primeira vez a palavra pandeiro em 1335. Diz que em fontes moçárabes se atopa frequentemente com a forma pandáir. Fá derivar do latim tardio PANDORIUM, e esta do grego pandurion, pandûra:”espécie de alaude de três cordas”.
Se a procurarmos no português, Da Cunha diz-nos que vem do castelhano pandero, com a mesma etimologia que a de Coromines, e documenta-o no XVI.
A fonte castelhana encontra-se no Arcipreste de Fita (c. 1283 - c. 1350):
Las triperas le acogen tañendo sus panderos
Caçadores de dote recorrem los oteros.
Libro de Buen Amor
A fonte portuguesa talvez seja Gil Vicente:
Em cada casa pandeiro
A gaita em cada palheiro
A cada porta um terreiro,
Cada aldeia dez folias.
Cada casa atabaqueiro
Tambor em cada moinho...
Adufe é uma palavra de possível origem árabe, dull, e que na General Estoria, s.XIII, aparece como adufle.
Também no século XIII Martim de Ginzo cantava:
A do muy bom parecer
Mandou aduffe tanger
Louçana de amores moyreu (...)
Santo Isídoro, nas etimologias nomeia um instrumento chamado pandurio e na Bíblia(Éxodo 15,20; livro de Samuel,I, 18,7,Juízes, 11,34) outro chamado tôph.
A iconografia mais antiga na Galiza vêmo-la no tímpano da Igreja de São Miguel do Monte (Serra do Faro) em Chantada,s.XII.
"Na parte esquerda há um homem sentado no que parece ser um leão deitado. Este homem está tanhendo uma viola ou rabel. À sua direita há uma mulher a dançar e tocando as castanholas, fazendo uma contorção exagerada do corpo. Por cima deles, devido à adaptação das figuras ao espaço atópa-se um homem tocando o pandeiro quadrado”. A grilheira.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
quarta-feira, 25 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
domingo, 22 de julho de 2007
sexta-feira, 20 de julho de 2007
quinta-feira, 19 de julho de 2007
História dos nossos instrumentos
O cavaquinho é um cordofone popular de pequenas dimensões, do tipo da viola de tampos chatos e da família das guitarras europeias. Possuindo uma caixa de duplo bojo e pequeno enfranque, as suas quatro cordas de tripa ou metálicas (em aço) são tradicionalmente presas a cravelhas de madeira dorsais e ao cavalete colado a meio do bojo inferior do tampo, por um sistema que também se usa na viola. Além deste nome encontramos ainda, para o mesmo instrumento ou outros com ele relacionados, as designações de machimbo, machim, machete, manchete ou marchete, braguinha ou braguinho, cavaco.
Dentro da categoria geral com aquelas características, existem actualmente em Portugal continental dois tipos de cavaquinhos, que correspondem a outras tantas áreas: o tipo minhoto e o tipo de Lisboa.
Características
O cavaquinho minhoto tem a escala rasa com o tampo, tal como a viola, e doze trastos; a boca da caixa é usualmente de «raia», por vezes com recortes para baixo, embora surjam ainda outros de boca redonda. As dimensões do instrumento diferem pouco de caso para caso, não excedendo os 52 cm de comprimento total num exemplar comum. A altura da caixa é o elemento menos constante - com 5 cm na generalidade dos casos -, embora apareçam com frequência cavaquinhos muito baixos, que têm um som mais gritante (os machinhos de terras do Basto e Minho). As madeiras variam conforme a qualidade do instrumento. Os melhores tampos são em pinho de Flandres - embora mais correntemente também se fabriquem em tília ou choupo -, as ilhargas e o fundo são em tília, nogueira ou cerejeira. Surgem ainda alguns exemplares com a metade superior do tampo, as ilhargas e o fundo fabricados em pau-preto. Braço, cabeça ou cravelhal são de amieiro, bastante recortados segundo moldes variados e característicos. Os rebordos e boca do cavaquinho são sempre decorados com frisos e os cavaletes são quase sempre em pau-preto, tal como o indica o Regimento para o ofício de violeiro para as violas (Guimarães, 1719).
Os cavaquinhos minhotos são construídos por uma indústria outrora centralizada sobretudo nas áreas de Guimarães e Braga, actualmente extensiva à cidade do Porto e arredores de Braga. Quanto a Guimarães, já no século XVII ali se construíam estes instrumentos; mencionando-se os machinhos de quatro e de cinco cordas, por entre as espécies então fabricadas, no Regimento atrás citado.
Origem
A origem do cavaquinho é duvidosa. Gonçalo Sampaio, que explica a sobrevivência de modos arcaicos e helénicos na música minhota à luz de possíveis influências gregas (ou ligures) exercidas sobre os primitivos calaicos daquela Província, acentua a relação existente entre o cavaquinho e os tetracórdios e sistemas helénicos, sendo de opinião que ele, a par da viola, terá eventualmente vindo para Braga por intermédio dos biscaínhos. De facto, existe em Espanha um instrumento semelhante ao cavaquinho, da família das guitarras - o requinto - de quatro cordas, braço raso com o tampo e dez trastos, que afina do grave para o agudo (ré-lá-dó sustenido-mi). Jorge Dias parece também considerá-lo vindo de Espanha, onde também se encontra em termos idênticos a guitarra, guitarrón ou guitarrico, como o chitarrino italiano. E acrescenta ainda: « sem poder precisar a data da sua introdução, temos que reconhecer que o cavaquinho encontrou no Minho um acolhimento invulgar, como consequência da predisposição do temperamento musical do povo pelas canções vivas e alegres e pelas danças movimentadas ... O cavaquinho, como instrumento de ritmo e harmonia, com o seu tom vibrante e saltitante é, como poucos, próprio para acompanhar viras, chulas, malhões, canas-verdes, verdegares, prins».
quarta-feira, 18 de julho de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
Missa
segunda-feira, 16 de julho de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
O regresso do REI

quarta-feira, 11 de julho de 2007
História dos nossos instrumentos

O Bandolim é conhecido como um cordofone com origem napolitana, de costas periformes e abauladas tal como as do alaúde e dotado de quatro cordas duplas de metal cuja percussão com palheta ou plectro produz um efeito de tremolo rápido e encadeado que aumenta ilusóriamente a duração das notas criadas. Enquanto instrumento solista, o bandolim é usualmente tocado na técnica de "pontiado", desempenhando a voz de "soprano" num conjunto de instrumentos que inclui a bandoleta (alto), a bandola (tenor), o bandoloncelo (baixo) e, por vezes, a bandolineta (sopranino).O bandolim europeu contemporâneo foi importado de Itália ao longo dos sécs. XVIII e XIX e posteriormente adoptado pelos diferentes países onde originou diversas naturezas "mistas" resultantes da sua fusão com elementos tradicionais e locais.
Globalmente, a maioria dos autores situam as raízes históricas do bandolim no rabât árabe, bem como na mandora medieval e renascentista. No entanto, alguns referem a existência de dois tipos principais de bandolins, cada um deles possuidor de uma forma, tipo de afinação, técnica de execução e história musical nítidamente distintas.O mandolino representa o tipo milanês antecessor do actual bandolim, de forma similar à de um pequeno alaúde com cordas de tripa e, tal como ele, predominantemente tocado com os dedos. Adoptando a técnica da execução com palheta só a partir da segunda metade do séc. XVII e inícios do séc. XVIII, a sua afinação faz-se em quartas, com a sexta situada uma terceira abaixo da quinta linha. De formato periforme reduzido e costas abauladas, o mandolino dispõe de quatro a seis cordas duplas. As cravelhas inserem-se lateralmente, embora possa também surgir um tipo de cravelhame plano similar ao da guitarra. Objecto de colecção raramente considerado como um autêntico bandolim pelos autores contemporâneos, o mandolino adopta designações tão diversas como as de alaúde soprano, pandurina ou mandora e o seu repertório é erradamente atribuído a um segundo tipo de instrumento.O termo bandolim designa um segundo tipo de cordofone com origem napolitana e repertório predominantemente francês. Desenvolvido em meados do séc.XVIII, as suas costas são profundamente periformes e abauladas , o cravelhame é inclinado relativamente ao braço que possui trastos. A boca é circular e sobre ela passam as quatro cordas metálicas duplas que se beliscam com um plectro ou palheta. A sua afinação mais comum é em quintas, similar à do violino.
O bandolim em Portugal
Sendo um dos instrumentos de câmara preferidos pela burguesia portuguesa de Novecentos, o bandolim alcançou uma popularidade crescente que o transformou num instrumento característico de outras festividades e agremiações. Encontrando-se actualmente liberto das rígidas convenções técnicas de interpretação do passado, ele é hoje principalmente tocado por jovens em tunas universitárias de cariz urbano ou integrado em ‘rusgas’ populares, participando nas ‘chulatas’ ou outras formações instrumentais mistas características das mais diversas celebrações profanas.
domingo, 8 de julho de 2007
Actuação - Feira das Freguesias
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Agradecimento
Aqui ficam os cartolados:
Alice Vieira
Afonso Pines
Carlos Mingacho
Diana Oliveira
Diogo Casqueira
Duarte Lapa
Francisco Maia
Gonçalo Dias
Guilherme Santos
João Oliveira
Maria Borges
Maria Filipe
Marta Alves
Miguel Ângelo
Miguel Branquinho
Nuno Vidal
Pedro Lopes
Rafael Monteiro
Ricardo Quinteiro
Ricardo Cavaleiro
Sara Oliveira
Aproveitamos para deixar um forte abraço ao nosso Tuno Honorário José Manuel Marques, actual proprietário da Quinta das Rolas que tão bem nos soube receber e proporcionar uma animada tertúlia com os Veteranos e futebolistas da Naval .

quinta-feira, 5 de julho de 2007
Ai ai aia ai

A mim não me convêm
Não me convêm
Eu não quero andar na rua
Com as tintas de ninguém.
Refrão
A professora de judo
A mim não me convêm
Não me convêm
Eu não quero andar na rua
Com o ai je me de ninguém.
Refrão
O prof. de educação física
A mim não me convêm
Não me convêm
Eu não quero andar na rua
Às cambalhotas com ninguém.
Refrão

A mim não me convêm
Não me convêm
Eu não quero andar na rua
Com o thank you de ninguém.
Refrão
A professora de música
A mim não me convêm
Não me convêm
Eu não quero andar na rua
Refrão
A professora de ballet
A mim não me convêm
Não me convêm
Eu não quero andar na rua
Com o “plie” de ninguém.
Refrão

As auxiliares
A mim não me convêm
Não me convêm
Eu não quero andar na rua
Com o auxilio de ninguém.
Refrão
A minha educadora
P’ra mim não me convêm
Não me convêm
Eu não quero andar na rua
a ser corrigido por ninguém.
Refrão
E a minha directora
P’ra mim não me convêm
Não me convêm
Eu não quero andar na rua
C’os problemas de ninguém.
Refrão
Ai ai ai ai
Que saudades vou levar
Dos meus grandes amigos
que sempre vou recordar

quarta-feira, 4 de julho de 2007
terça-feira, 3 de julho de 2007
Os Pequenos Artistas
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segunda-feira, 2 de julho de 2007
Neptuna e os Finalistas...
“ Festa de Finalistas do Centro de Estimulação Precoce (CEP) na Fontela da Fontela – Figueira da Foz”
Foi no passado Domingo dia 1 de Julho, na Quinta das Rolas em Quiaios, que os alunos do 5º ano pré-escolar, do Centro de Estimulação Precoce ( CEP ) presentearam os seus familiares e amigos com uma agradável actuação surpresa durante a festa de finalistas, enquadrada no encerramento do ano escolar. Os pequenos cartolados entoaram então com o apoio instrumental da Imperial Neptuna, o hino da cidade "Marcha do vapor" a "Canção da Figueira" e uma adaptação da musica "A mulher gorda" que dedicaram a todas as pessoas que lidam com eles no dia-a-dia do CEP.
É de louvar o brilhante trabalho realizado pela Educadora Gisela Simões dos Santos e professora de musica Anabela Costa Cruz com estes tunos de palmo e meio, que acompanharam de forma muito original e profissional a tuna da cidade. Também de louvar o trabalho da direcção e auxiliares, que juntamente com a educadora organizaram esta iniciativa. Além da já referida actuação surpresa o programa não ficou por aí, contando ainda com música em Inglês, desfile de moda sob o tema água, demonstração de educação física, dança realizada pelos pais com coreografia e traje a rigor, teatro feito pelos pais com uma adaptação original da história da carochinha, música feita pelos pais com uma canção de André Sardet dedicada aos finalistas; entrega dos prémios do rally paper e finalmente a entrega dos diplomas e livro de finalistas.
É incrível a dedicação e entrega que as Educadoras desta escola têm com estes meninos. Veja-se entre outros, os exemplos dos trajes, os canudos e um livro com uma espécie de exposição da vivência dos alunos no CEP.
Foi um bonito exemplo de dedicação e esperança que podemos ter na formação de gerações vindouras.
























